Em uma recente entrevista ao site especializado Guitar Player, David Gilmour, guitarrista do Pink Floyd, admitiu estar tão apaixonado por sua guitarra atual que se esqueceu de sua lendária e antiga Stratocaster preta, e argumentou que guitarras são nada mais nada menos do que “ferramentas" que devem ser usadas e trocadas quando necessário.
Existem poucos instrumentos tão icônicos e míticos quanto a guitarra Fender de 1969, que originalmente tinha um acabamento Sunburst, mas depois foi pintada de preto, além, é claro, das muitas modificações que Gilmour introduziu ao longo do tempo, e que estreou nas mãos do ícone do Pink Floyd no Bath Music Festival, em 1970.
A sua lendária Stratocaster prega foi vendida em um leilão de caridade, em 2019, por nada mais nada menos US$ 3.975.000, o maior preço que uma guitarra elétrica já alcançou na época. Cinco anos após se desfazer da sua guitarra, Gilmour não parece sentir tanta falta dela, graças à sua nova Stratocaster preta, a carinhosamente apelidada de "Black Cat Strat". Na entrevista que ele deu a Guitar Player Gilmour declarou que: "A Strato preta que uso agora – a Black Cat Strat, como a nós a chamamos, até esqueço que ela não é a mesma que usei antes em todos aqueles álbuns ‘do Floyd’."
A Black Cat Strat, que tem um adesivo colado no seu corpo, foi usada para gravar a faixa de abertura do novíssimo álbum solo de Gilmour, "Luck and Strange". Analisando o restante de sua lista atual de guitarras, Gilmour completou: "Eu tenho minha velha Telecaster surrada da qual gosto muito. Tenho uma Gretsch Duo Jet que adoro e não venderia jamais. Tenho ainda uma Martin D-18 de 1945 que não venderia. Mas a maioria das coisas, você sabe, são as ferramentas do meu ofício. Você pode trocá-las, se precisar."
“Luck and Strange", o primeiro álbum solo de Gilmour em nove anos, também provou ser seu primeiro álbum número 1 na parada dos mais vendidos da Billboard.
Fonte: Ultimate Guitar
Longa vida ao Rock!

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